Questões área da Saúde da Mulher

1. Defina planejamento familiar e quais os contraceptivos de maior à menor eficácia?

Resposta
Entende-se por planejamento familiar o conjunto de acções que têm como finalidade contribuir para a saúde da mulher e da criança e que permitam às mulheres e aos homens escolher quando querem ter um filho, o número de filhos que querem ter e o espaçamento entre o nascimento dos filhos, o tipo de educação, conforto, qualidade de vida,condições sociais, culturais e seus níveis, conforme seus princípios de necessidade.


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2. Defina nidação.

Resposta
Após a fecundação nas trompas, o óvulo fecundado (ovo ou zigoto) inicia um deslocamento lento até chegar ao útero através de pequenas contrações e movimentos peristálticos nas trompas devido a ação de enzimas do esperma, nesse período em que o óvulo se desloca ao útero, vai acontecendo algumas divisões celular, as duas ultimas fases principais são chamadas de mórula, e em seguida evolui para blastocisto e então ocorre a fixação na parede do endométrio. 






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3. Quantos dias demora do momento da fecundação até o momento da implantação do blastocisto ao endométrio?

Resposta: 
A fixação no endométrio começa no final da primeira semana, ou seja, em torno de 7 a 8 dias, e se completa no final da segunda semana onde o blastocisto se transforma em embrião bilaminar. Por volta do 10º dia o concepto está totalmente implantado. 

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4. Qual a diferença entre embrião e feto?

Resposta: 
Um embrião é o fruto da junção de um gameta feminino ( óvulo ) e um gameta masculino ( espermatozóide )a partir das primeiras modificações do ovo fecundado. O período embrionário é de 8 semanas e após esse período passa a ser considerado um feto. Na placenta dos mamíferos, é fixado e é aonde ocorre as trocas metabólicas entre a mãe e o embrião. Chama-se de feto o estágio de desenvolvimento intra-uterino que tem início após oito semanas de vida embrionária (sendo conhecido antes como embrião) e vai até o fim da gestação. Após o parto, o feto passa então a ser considerado um recém-nascido.


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5. Quais são as alterações maternas em um quadro normal da gestação?

Resposta: 
O útero sofre um processo de hiperplasia e posteriormente hipertrofia podendo chegar ao final da gravidez cerca de 500 a 1000 vezes o seu tamanho normal, isso acontece devido o estimulo do hormônio estrógeno. Sua espessura gira em torno de 1,5cm. No colo do útero ocorre na mãe edema e aumento da vascularização, a consistência e a coloração do cérvice torna-se amolecida e arroxeada. Observa-se hipertrofia e hiperplasia das glândulas cervicais, o muco torna-se mais espesso. Na vagina e vulva ocorrem modificações tais como: hipertrofia dos grandes e pequenos lábios, do meato uretral e das papilas da mucosa vaginal, e então o tegumento perineal adquire intensa pigmentação. Aumenta-se a secreção vaginal e devido a ação dos lactobacilos sobre o glicogênio acumulado, produz-se grande quantidade de ácido láctico, que faz com que o pH vaginal diminua. As mamas aumentam de tamanho entre 5 e 6 semanas tornando-se dolorosas e túrgidas. Observa-se o aumento da vascularização através de pequenas veias abaixo da pele (rede de Haller) e então a pigmentação mamilar também se intensifica. O coração da mãe aumenta a sua freqüência entre 10 a 15 bpm para suprir o débito cardíaco, o seu diafragma se eleva e desloca discretamente o coração para a esquerda e para cima. Pode-se ter a presença de sopros sistólicos devido a síndrome hipercinética e a diminuição da viscosidade sanguínea. Durante a gravidez, espera-se uma diminuição da pressão arterial e da resistência vascular periférica. O útero em crescimento comprime as veias pélvicas, dificultando o retorno venoso, isso pode levar a uma incidência de edemas em MMII, varicosidades vulvares e hemorróidas, e um pouco no funcionamento do intestino que trabalhará mais lento. Na segunda metade da gravidez, o útero aumentado de tamanho, comprime a veia cava inferior quando a gestante assume decúbito dorsal, dificultando o retorno venoso, reduzindo o débito cardíaco e provocando queda da pressão sistólica superior a 30%; após 4 a 5 minutos sobrevém bradicardia, sinal indicativo do reflexo vagal. Isso chama-se síndrome da hipotensão supina. Aumenta-se o volume total de sangue no início da gestação, atinge o seu pico na metade da gravidez e reduz no final até se estabilizar na hora do parto. Na gestação observa-se aumento do volume dos rins devido o aumento da Taxa de Filtração Glomerular (TFG). Com o crescimento uterino, a bexiga altera a sua posição e é rechaçada para frente e em direção a cavidade abdominal, o que faz com que a gestante vá ao banheiro varias vezes e urine pequenas quantidades. Muitas vezes ocorrem sangramento gengival devido a ação dos hormônios e devido o aumento da vascularização geral, produção excessiva de saliva, devido estímulos de alguns nervos pressionados. O ganho de peso também é modificado sendo a média 12,5kg em toda gestação, ou seja, em torno de 1,3kg/mês. Em condições normais a grávida desenvolve alcalose respiratória por hiperventilação, o que leva a diminuição da pCO2 no sangue materno. Como compensação o rim aumenta a excreção de bicarbonato, diminuindo os seus níveis plasmáticos de 26 para 22 mMol/l e provocando pequena queda do pH, queda essa que desvia a curva de dissociação do oxigênio para a esquerda e aumenta a afinidade da hemoglobina materna pelo oxigênio – efeito Bohr. Há muitas outras alterações no corpo de uma gestante, porém essas são umas das principais mudanças.


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6. Quais são os sinais da gravidez?

Resposta: 
Dores de cabeça, Corrimento escuro, Escurecimento dos mamilos, Cólicas, Enjôo matinal, Seios e corpo inchados e doloridos, Aumento da vontade de fazer xixi, Sonolência em excesso, Alterações de humor, Prisão de ventre, Vômitos e Desejos estranhos 


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7. Quais as causas e os sintomas da Diabetes gestacional e suas possíveis complicações?

Resposta: 
É fisiopatologicamente similar ao Diabetes Mellitus tipo 2. Aproximadamente 90% das pacientes com DMG tem uma deficiência de receptores de insulina (prévia a gestação). Como na DM tipo 2, as mulheres que desenvolvem a DMG são aquelas com sobrepeso ou obesidade. As pacientes têm um apetite aumentado, secundário ao excesso de insulina. Assim, um círculo vicioso de excesso de apetite com um ganho de peso ocorre. 
Após o trabalho de parto, com o corte do cordão umbilical, ele não mais receberá o alto nível de glicose(da mãe), mas ainda terá um alto nível de insulina, o que provocará a hipoglicemia, podendo causar a morte do bebê.


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8. Quais as causas e os sintomas da Anemia gestacional e suas possíveis complicações?

Resposta: 
Na realidade, existem diversos tipos de anemia, pois as causas são diversas. Ela pode ocorrer devido a uma falta nos elementos precursores dos glóbulos vermelhos na ocasião da sua fabricação (eritropoiese):  ferro, vitamina B12 ou ainda o ácido fólico. Uma outra causa pode ser uma grande perda de sangue em caso de menstruação abundante ou úlceras, por exemplo. As mulheres grávidas desenvolvem com freqüência a anemia, em decorrência da necessidade de ferro.


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9. Quais os exames o enfermeiro(a) pode solicitar na primeira consulta de enfermagem?

Resposta: 
Hemograma completo, Glicemia, Sistema ABO e fator Rh, HIV (vírus da imunodeficiência humana), Sorologia para rubéola, Reação para toxoplasmose, VDRL para sífilis, Sorologia para hepatite B e C, Sorologia para citomegalovírus, Urina e Fezes. 


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10. Cite 03 fenômenos principais da HAS gestacional.

Resposta: 
Pressão capilar pulmonar por ICC, Permeabilidade do endotélio e pressão coloidosmótica. 


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11. Qual a importância da HA no período gestacional ao bebê?

Resposta: 
Diante de um quadro de pré-eclâmpsia moderada, severa ou mesmo de eclampsia, há o risco de sofrimento fetal. Isto porque a hipertensão materna pode causar uma redução do fluxo sangüíneo na placenta, ou seja, diminuir as trocas entre o sangue do feto e o da mãe, podendo levar inclusive à morte fetal por falta de nutrientes. Outro fator importante é que o quadro pode levar ao descolamento da placenta, ocasionando a mesma perda nas trocas placentárias descritas acima. Portanto, se você tem alguma alteração na pressão arterial, cuidado; siga sempre as recomendações do seu médico e evite alterações nervosas e stress.


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12. Quais são os fatores de risco para pré-eclâmpsia?

Resposta: 
Primeira gravidez; História de familiares com pré-eclâmpsia ou eclampsia; Ter apresentado pré-eclâmpsia em gestação anterior; Ser a gestação gemelar (de gêmeos); Ter hipertensão arterial crônica, nefropatia, lúpus ou diabetes e Gestação com parceiro diferente (o pai não ser o atual companheiro).


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13. Qual a diferença entre pré-eclampsia, eclampsia e síndrome de Hellp?

Resposta: 
Pré-eclâmpsia é um problema grave, marcado pela elevação da pressão arterial, que pode acontecer a qualquer momento da segunda metade da gravidez, já a eclampsia é a forma mais grave da doença pré-eclampsia. A doença é caracterizada pela hipertensão (alta pressão arterial) e proteinúria (presença de proteína na urina). Acomete mulheres na segunda metade da gravidez (após a 20ª semana de gestação). A eclampsia é caracterizada quando a mulher com pré-eclampsia grave convulsiona ou entra em coma. A mulher tem convulsões porque a pressão sobe muito e, em decorrência disso, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro. Essa é a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
Em cerca de 10% das gestações há a incidência de hipertensão, em sua maioria, na forma de pré-eclampsia leve. Os casos de eclampsia e pré-eclampsia ocorrem geralmente no oitavo ou nono mês.
Síndrome de Hellp: HELLP é a abreviação dos três principais elementos da síndrome: H - Hemólise, do inglês. EL - Enzimas hepáticas elevadas. LP - Baixa contagem de plaquetas. Quando uma gestante com pré-eclâmpsia apresenta alterações laboratoriais ou clínicas compatíveis com, hemólise, alterações das enzimas hepáticas e diminuição das plaquetas está com a sindrome de Hellp.


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14. Como é feito o calculo da data provável de parto?

Resposta: 
É dada através da conta do primeiro dia da última menstruação. ex:
05/09/2010: dia da última menstruação. (1º dia)
05+07=12/09/2010: acrescenta-se 7 dias ao 1º dia da última menstruação.
12/09/2010: acrescenta-se 9 meses ou subtrai-se 3 meses.
Resultado final: 12/06/2011 data provável do parto.


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15. Como é feita a avaliação da idade gestacional através da altura uterina?

Resposta: 
Altura uterina cresce 4cm ao mês, só é detectada a partir do 3º mês devido o útero se encontrar atrás da bexiga. O perímetro total da barriga é de 32cm. Portanto, divide-se o perímetro atual por 4 dá aproximadamente o mês de gestação atual.


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16. Quais os efeitos da pílula do dia seguinte e a sua eficácia?

Resposta: 
Os medicamentos (hormônios anticoncepcionais) à base de altas doses de estrogênio agem no organismo da mulher, provocando alterações no útero, mais especificamente na camada uterina mais interna, denominada endométrio, impedindo a implantação de um possível óvulo fecundado. Por esse motivo, o seu uso deve ser feito até setenta e duas horas após a relação sexual, para que tenha um bom índice de sucesso.
Quando, apesar do seu uso, ocorre a gravidez, existe um risco teórico, mas pequeno, da ocorrência de efeitos maléficos sobre o feto. O índice de falhas do método contraceptivo de emergência é de 1 a 2%. Cientistas afirmam que sua capacidade de ação está vincula ao menor espaço de tempo entre a relação sexual e a ingesta da pílula, assim: até 24 horas depois da relação as chances de evitar a gravidez são de 95%; de 25 a 48 horas depois da relação a eficácia diminui para 85%; de 49 a 72 horas depois sua eficácia cai para menos de 50%.